16 de janeiro de 2011

CEPAL

A CEPAL procura compreender as suas obrigações ao abrigo do novo modelo de inserção internacional, mobiliza-se na modernização dos equipamentos de produção e compele a região à construção de um modelo de "competitividade sistémica".
O semblante cepalino tem ainda duas faces distintas. Uma que aprova acima de tudo a cooperação e solidariedade, e uma outra que rasga o antagonismo que o novo modelo de integração revela das relações económicas e sociais. Então no primeiro semblante, as relações entre o progresso técnico e reestruturação da produção, juntamente com as relações entre, o emprego e a distribuição de rendimento, encontram-se exactamente da mesma forma que há cinquenta anos atrás. O que é certo é que a conjuntura internacional é nova, todavia ressurge a apreciação estruturalista das preocupações tradicionais para o desemprego e a falta de crescimento sustentável. Aliado a este pensamento pouco inovador figura a relativa e indispensável falta de reflexão sobre a equidade na “transformação produtiva com equidade”. Desde a publicação do artigo sobre a transformação produtiva com equidade, em 1990, a postura da CEPAL foi orientada principalmente para "regras" ao passo que deveria investigar o sentido dos processos de transformação em curso, para assim auxiliar adequadamente essas políticas. Contudo a CEPAL provou já intelectualmente estar preparada, como qualquer outra instituição, para identificar e analisar as complexidades das economias latino-americanas e as sociedades neste novo milénio que nos parece ainda tão enublado.
Nesta neblina pairam algumas incertezas de assaz importância, note-se: será o neo-estruturalismo inspirador? Como reduzir as heterogeneidades produtivas e sociais? Mais ou menos intervenção estatal? São estes alguns dos desafios com que se confronta actualmente esta organização e as estratégias delineadas agora serão fundamentais para o futuro.
*António Sengo.

3 de janeiro de 2011

O tempo não te segue

O que o tempo não leva em recordações traz em emoções.

*António Sengo.