22 de novembro de 2009

A mim o que é meu

Já não é tempo de desculpas. perdi
Assumi uma só vez as minhas culpas e foi a ti
A lua que eu pensava poder fugir
Agora não pára de me perseguir
Não há dia nem sol que a escondam
E à noite, à noite só ela reina
As minhas lágrimas queimam
E as culpas tuas espelham o que é meu
Disse-te tudo e agora mudo
Corróis-me com fel, ex-veneno meu que sendo teu
Flui em mim constantemente como antes
Eu continuo a amar e tu voltas ao que é só teu
Eu morro mil vezes, quero que vivas sem que penses
Que ainda sofro, mesmo que não chore

*António Sengo.

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