A cidade está cheia de gente
Gente feia
Passeiam-se infelizes amarrados a pensamentos
Umas vezes frenéticos outras vezes mais lentos.
Têm medo, medo que lhes tirem o que têm...
Mas o que têm é medo.
Trocam, sobem, descem, correm tudo em direcção ao nada
Para ganharem mais nada e viverem sem nada
São agressivos, pouco compreensivos
Sós, dependem dos outros e do nada, mas não dão nada
Do nada fazem mal, pelo nada fazem mal, gente feia...
Esta cidade está cheia. Cheia de nada e gente feia.
Gente feia
Passeiam-se infelizes amarrados a pensamentos
Umas vezes frenéticos outras vezes mais lentos.
Têm medo, medo que lhes tirem o que têm...
Mas o que têm é medo.
Trocam, sobem, descem, correm tudo em direcção ao nada
Para ganharem mais nada e viverem sem nada
São agressivos, pouco compreensivos
Sós, dependem dos outros e do nada, mas não dão nada
Do nada fazem mal, pelo nada fazem mal, gente feia...
Esta cidade está cheia. Cheia de nada e gente feia.
*António Sengo.
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