23 de abril de 2009

A vós adeus

A vela consome o tempo atrás de mim, a sua fisionomia distorcida diz-me que não haverá amanhã e eu consumo-me. A euforia e a depressão correm a vida de mãos dadas, eu assisto a tudo imparcial. Sei que a sua vela ainda não se apaga, mas tenho medo... Ninguém é eterno, e não há excepção, perdoe-me se enlouquecer. Perdoe-me se já for louco, espero ainda ter muito que arder.
*António Sengo.

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