1 de abril de 2009

Sangue Venoso

Maligno o sangue que corre
invade
destrói
rouba e corrói
o meu demente coração,
empurra
afasta
e manipula
aquele que me me socorre.
É por ele, não por mim
é por ele que peço perdão
um perdão de mim

Quem me dera que te fosses
quem me dera que ao cortar-me
me abandonasses para sempre
mas nesse instante tremo e temo.
Tremo pois quando me abandonares
sei que morrerei preso no mal
que me deixares. Sei sim,
sei que o teu mal não tem fim.




*António Sengo.

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