cantando o silêncio de quem deixei.
Na calçada perdida, para trás
olho e lembro o que não agarrei.
Aquilo que não me arrependo...
Orgulho-me!
Orgulho-me do sol na minha cara...
Orgulho-me de tudo o que não fiz!
Tudo para ser feliz!
Pedras que rolam de encontro ao meu passado,
como um rio contrariado
Um pássaro que aterra em direcção ao céu...
Um pássaro que talvez viva,
só para voar...
Sem comer e sem dormir
Voar!
Mas tudo era alto demais
Na praia da vida as ondas encalham
A areia finge-se imparcial,
As sombras baralham
e eu não te consigo querer mal,
porque te amo!
Sem saber o que é amar
corro sem saber o que é andar
Mas minto-me a saber o que é enganar...
Porque o amor,
dá mais voltas que um nó...
de um barco que navega contra o vento.
Porque o amor é a imensidão de um mar.
*António Sengo e Marta Domingues
3 comentários:
é incrivel como conseguem completar as frases um do outro mesmo sem saber ao certo o que cada um pensa...
o mais incrivel é a interpretaçao que nós leitores fazemos... pelo menos para mim faz-me pensar e lembrar muitas coisas, algumas que vivi, outras que poderia ter vivido... mas aquilo que mais me faz pensar é no presente...os dias que vou vivendo, a maneira como me entrego à vida...
a verdade é que me identifico com este vosso poema e dele tiro 1 bela interpretaçao sobre a vida... como vocês proprios disseram...
"um pássaro que talvez viva,
só para voar..."
continuem também vocês a "voar" na vossa imaginação, trazendo sentimentos e as vossas vivências para os vossos poemas...
tornei-me vossa fã ;)
Oh Andreia, tudo o que tenho para te dizer é, OBRIGADO!! beijo e espero que tenhas gostado do Cd
A Martinha Domingues aka Kaleidoscopio também agradece! experiencia sem duvida a repetir tony! beijão
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