2 de abril de 2009

Esplanada Amarela

Hoje, não consigo não te amar.
Hoje, não consigo te evitar.
Hoje, não consigo te tocar.

Tocar o céu sem voar
sorrir à lua numa noite de luar
tentar e tentar
amar o teu sonhar.

Amar o teu sabor, a tua forma, a tua cor
Amar-te.

Amar-te e acreditar-te
o futuro a perder-se
esvai-se entre os meus dedos
como a areia que mede os meus medos
sem arrepender-se.

Arrepender-se nunca!
Nada se perde tudo se transforma.


Transforma. Dentro da mesma carapaça
hipócrita
sem salubre.
Insigne aquele que escapa.

Escapa o fogo, aquele que me levará à morte.
Queimando devagar como uma fénix...
sempre renascendo.

Renascendo do mar onde ardeu exuberante
Premente de si, ausente de tudo
Das cinzas a água e o sol flamejante.

Das cinzas a água e o sol flamejante.
Correndo por minhas veias como luz,
invisível
mas quente e louca para te possuir...

Possuir a doença da loucura
brutalmente perdida nas asas do tempo,
voando em direcção da pura anarquia.
Antitético voar que tão longe me levas...

Antitética Antígona... sou eu... Morta, renascida
Sempre a pulsar,
Fénix.

*António Sengo e Marta Domingues.

1 comentários:

Andreia M. disse...

realmente vocês os dois bem que podiam escrever 1 livro com esse vosso metodo. cada texto que vocês escrevem é melhor que o outro.
a vossa inspiraçao... nao há palavras.. grande dupla :)